R I S A D A


Sonhei que me explanava em pedras quentes,

Onde as ondas quebravam mas nunca chegavam,

E sonhei que escrevia,

Sobre o mal, a mágoa, até alegria.

 

Era interceptor das águas,

Um peixe fora do mar,

Um simples animal,

Apaixonado pela carícia solar.

 

Nessas pedras tingidas de escarlate,

E no Sol que nelas bate,

Encontrei a maior inspiração.

 

Nas palmeiras se curvara,

Nas areias da praia respirava,

A calma feroz da solidão.

Diz-se faminta, essa,

 

Canibal nos pensamentos contentes,

Funesta fonte de confusão.

 

Sonho sozinho.

E, por vezes, sonho pela companhia.

Aquela que reflecte um abrigo,

A que se deita em nefasta alegoria.

 

Pinto esse sonho de magenta.

A cor do mundo mais perfeito,

Que afasta a maior tormenta:

a realidade em que me levanto.

 

Sonho sozinho,

mas sonho bem.

E quando acordo, solto uma risada:

“Não sonho contigo, mas acordado,

não consigo pensar em mais nada…”


JOHNNY SALVATORE

Hoje sou tudo no nada que sou, amanhã serei outro.

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