Não voltes.


Que não sejamos casados,

Mas artistas do romance vazio

Um amor tão platónico como vádio,

Outrora chorado nas casas de fados.

 

Só quero uma varandinha ao Sol

De onde possa ver a nossa Cidade,

Tu desnudo debaixo do meu lençol,

O Porteiro da nossa cumplicidade.

 

Só da sensação eu já perco o jeito

Perante a grandiosa Arte do amor

Num terramoto dos pés ao peito.

 

Que se lixe o Speare e a sua paixão,

Não são nos sonetos da sua canção

Que dão música à nossa suavidade.

 

Que se lixe Dostoy e o seu Idiota,

Só preciso de ti, meu miúdo janota,

És-me suficiente até na saudade.


JOHNNY SALVATORE

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