OS TRÊS REIS DE AICHACH

(para leitores de lingua portuguesa)
Escrevi um pequeno ensaio acerca de três amigos meus que admiro muito, principalmente pela sua escrita. Todos escrevem nesta plataforma, n’Os Outros, um blogue dedicado às crónicas e escrita livre, dotado duma magnitude incrível tanto em variedade como em qualidade.

Os Outros

Abancados nas meandras duma única távola, dedilhavam bárbaros de selvajaria mortal dentre seus cabelos meticulosamente toucados. Seriam esses reflexos nos nutrientes figmentados que lhes dariam grande elevação real, ou talvez nos ossos partidos de seus sujeitos e nas farpas brotando dessa carnagem demente.

Jóhann apostava-se charmoso, confluindo a estética com intervenções calculadas que minimizavam a sua exposição emocional, retornando com mais poder social na sua frieza medida. Em sua fachada de olhar ternuroso, exibia a exaustão interior d’um Romeu eternamente desolado. Sentia, logo doía, e enquanto andava doendo, sangrava nas suas expressões humildes. Foi, mas já não era, e o Tempo pesava-lhe nos seus ombros baixos, tanto que lhe haveria desenhado mentalmente um calendário maia nas suas costas. E enquanto lá se revoltava com as barbaridades/banalidades, balançava a força do silêncio com a magnitude da palavra. Sentia-lhe o Cássio dos Reis, pronto a embuscar letalmente quem a ele se elevasse…

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Hoje sou tudo no nada que sou, amanhã serei outro.

One thought on “OS TRÊS REIS DE AICHACH

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