CHUVA QUENTE (poesia portuguesa)

Entre os átomos dos livros, a poeira dos dias, a fome de versar tão intensamente que as lágrimas me invadem os olhos, existe um sentimento cuja história da Arte Humana tende em replicar sempre com a mesma tristeza, com o mesmo olhar magoado: o abandono.

Os espaços, as pessoas, os animais, os sonhos e romances, todos ganham a fronte inversa aquando abandonados, não há onda maior de sofrimento, não há perda maior para o imponente Tempo, que a de se ser desertado.

É disso que nasce esta humilde composição, não tenho outro adjectivo para lhe entregar.

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Custa um pouco publicar este poema, cuidem bem dele.


João Maria.

Hoje sou tudo no nada que sou, amanhã serei outro.

4 thoughts on “CHUVA QUENTE (poesia portuguesa)

  1. Nem era espinho nem esperança em voga
    Era algo mais profundo que amalgama de sensações
    Nem era do corpo mudo de mudanças, esta coisa de sentir
    Nova sem sentir depressa este meio de tornar rápido o que nos “é-envolta”

    Bem hajas

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