Uma Ode a Paulo Cunha

Paulo, desculpa-me, fora a primeira Ode que alguma vês terei escrito, por vias disso, não será a melhor que já haveis lido, talvez nem a melhor dedicada a ti. Mas gostei muito de a escrever, porque a escrevo para ti. Quem não conhece o meu querido Paulo, ele vive aqui.


ode 1

Ode 2

Ode 3

ode 4


João Maria Azevedo, com ajuda de Eugénio de Andrade, na sua tradução da “Ode a Federico Garcia Lorca”, escrita por Pablo Neruda, e com ajuda de Verlaine, na sua “Canção de Outono”, citada na primeira estrofe.

 

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OLHANDO-ME, DEITANDO-SE, AQUI

Haverei escrito este poema enquanto experimentava com o som, acabou por sair algo meio-decente que agora, apreciarei partilhando.

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João Azevedo

Bossa Nova (em dois sonetos)

BOSSA NOVA

I

Meu querido Vinicius,

Deste-me amor demais,

Nos raios de luz mais brutais,

A fundo dos maiores precipícios.

 

Oh, amado Jobim,

Desfolhas a flor de pedra,

Nas tuas notas, o meu coração queda,

Em pétalas rochosas sem fim…

 

E Baden, de sorriso no rosto,

Dá-me tristeza na guitarra com gosto,

Em tardes tingidas de carmesim.

 

E tu, Gilberto, cantas a maior canção,

Desfeita em gritos de Louvação,

Onde até me oiço a mim.

 

II

Nas chuvas de Março, vejo Regina,

Sentada, vibrante, na sua casa de Campo,

Brotando rosas do maior encanto,

Numa doce cantada que me ilumina.

 

E não será saudade, não,

Eles ainda cá estão,

Cantando, tocando, cá dentro,

Cada corda de guitarra, um epicentro.

 

Será na magia tropical

Ou na ausência de qualquer final,

Que me encontro a dançar?

 

Nessa Bossa de recado,

Vejo o meu destino renovado,

Que sorri, ansioso de me encontrar.


JOHNNY SALVATORE

(aos meus amigos e leitores Brasileiros, amo-vos, amo-vos!)