CHUVA QUENTE (poesia portuguesa)

Entre os átomos dos livros, a poeira dos dias, a fome de versar tão intensamente que as lágrimas me invadem os olhos, existe um sentimento cuja história da Arte Humana tende em replicar sempre com a mesma tristeza, com o mesmo olhar magoado: o abandono.

Os espaços, as pessoas, os animais, os sonhos e romances, todos ganham a fronte inversa aquando abandonados, não há onda maior de sofrimento, não há perda maior para o imponente Tempo, que a de se ser desertado.

É disso que nasce esta humilde composição, não tenho outro adjectivo para lhe entregar.

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Custa um pouco publicar este poema, cuidem bem dele.


João Maria.

etchings of youth.

A crucible of sincerity, vulnerability and late hours can create some of the most painful compositions.

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JOHNNY

Tenho para mim. (poesia portuguesa)

Estou feliz de-novo, como tal, a minha poesia está a recuperar. Peço desculpa pela supressão de conectores, estou a tentar usar sonoridades mais brasileiras, sendo que são também mais compactas. Como gosto tanto das duas variantes de Português, pensei, porque escrever só numa?

(Cá em Portugal, chamamos Alfaiates ao que no Brasil se dizem aranhas d’água, pequenos insectos que deslizam sobre águas paradas)

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JOHNNY