TRUE-ULTRA

Today, I e-published my first title and a wave of terror washed over me. I do not feel quite ready for it. I’m an admirer of so many, and I don’t feel worthy of having people purchase my book just yet. It’s just not something I feel okay with, due to my inexperience and general inadequacy. Still, I feel like I’ve created something special in this humble manuscript. Something worth reading, but not necessarily commercialising. As such, I will un-publish the book and open it to reading in this post, in PDF format, free-for-all. I will, however, also provide a donate button bellow, may you decide I’m worthy of such honour and trust (you decide the amount). What I receive will be used for the purposes previously mentioned – maintaining the website and eventually, a groovy poetry-chilling podcast. Thank you, and sorry. True Ultra – The Book

Criticism: spider eggs and self-worth.

Following the string of compositions from when I initially started posting, you might sight some of the most primitive and uninspired works of web-poetry around, and along those lines of frozen time, you might even find a generally negative disposition I have towards my work, as well as a strong hostility directed at my own artistic development. I believe, albeit probably wrong, that any artist of any craft holds little to no love for a product that is finished, because its the process and the journey that must be loved and nurtured, and the final result: an outburst of pain compounded with shame, a linen woven by acid needles that thrust with every line, every paintbrush and every note of a melody. It is natural to hold hatred towards our own creations, not necessarily because they are parts of ourselves we shed into a piece, but because they are willingly given away and lost, they are mirrors within mirrors and

read more Criticism: spider eggs and self-worth.

Why poetry, still?

My letter response a while back, where a dear friend asked me why poetry sounds deeply saddening to him. This was my theory (although I have more theories now, I still stick to this one most times):   Since the elder days of lyrical production, poetry has taken shape of shoulders carrying the shadows of human declaration. From a singular first word of verse to the last sound of its adored stanza, it has been used to spawn nights of joyous dreams, dawns of draping silks, and as a hand moves to slide away those curtains woven of melody: a window, leading to giant sights of exposition, hills of galloping horses hauling our pains, our wounds, whatever we deem worthy to exist in that composition, because it too shall stand to compose us. That is the level of communication all artistic movements tend to bleed out, those small shreds of emotion that plea for capture, and beg ever-so softly to

read more Why poetry, still?

Tenho para mim. (poesia portuguesa)

Estou feliz de-novo, como tal, a minha poesia está a recuperar. Peço desculpa pela supressão de conectores, estou a tentar usar sonoridades mais brasileiras, sendo que são também mais compactas. Como gosto tanto das duas variantes de Português, pensei, porque escrever só numa? (Cá em Portugal, chamamos Alfaiates ao que no Brasil se dizem aranhas d’água, pequenos insectos que deslizam sobre águas paradas) JOHNNY

Queda do Dia em Texto #2

Apoteose (Pantokrátor) Um sorriso de escape consegue amolecer o mais duro dos mármores, a genuína beleza iluminada e inocente de dias perdidos a olhar para horas fugitivas. Tempos quase distintos de tanto baterem em paredes tão bonitas, em total paralisia espacial. Lembro-me de me distraíres com mãos soltas e livros de antigos horrores mitológicos, na borda de uma piscina de luz pura que refletia sobre os teus doces olhos congelados debaixo de grossas lentes contra-sol, em forma circular, misteriosos olhos vidrados de vespa que magnificavam mistérios tão superficiais. A nossa toalha partilhada de fraco linho, com adornos infantis e antiquados, de moda tínhamos pouco, e usámos pouca moda, pois estava tanto calor à beira daquela massa prateada de cor e desejo, um calor tanto climático como humano, daqueles que se transfere sem fios em soltos risos, baptizámos este calor como “love-wi-fi”, que de amor tinha tanto mas de aéreo tinha tão pouco. Recordo-me da bola insuflável que pairava lentamente em

read more Queda do Dia em Texto #2

Queda do Dia em Texto #1

Psíque mora num T2 As malhas dos nossos maiores desgostos encontram-se nos antigos e suaves cheiros de uma velha livraria. Cada livro, cada palavra, histórias infinitas de grandes batalhas, amores ancestrais, mistérios congelados em rios secos e desmembrados. Tudo isto, e as maravilhosas vitrines que compõem os nossos sonhos, seduzindo-nos com ideias construídas do que poderíamos ser, consumindo vampirescamente todos os segundos que passamos a ignorar aquilo que já somos, nestes minutos ferozes de fome animalesca, horas monstruosas e viscerais, anos esquecidos de formas tão claras, tão visíveis, nuas num feixe de luz que apenas conseguímos ver de longe, uma cruel visão copiada e colada num bonito postal, que não valerá nada, onde não escreverão nada, apenas guardarão na gaveta do móvel de entrada debaixo do copo das chaves, como medida emergêncial caso algum dia um sobrinho qualquer termine a faculdade. De tantos ciclos perdidos de magia e tantos sentimentos intensamente sentidos, perdi o olhar molécular sobre o mundo que

read more Queda do Dia em Texto #1

S E R

Ser algo é a maior das responsabilidades. Ser, por si só, é uma lança que nos trespassa a espinha. Sentir que somos ainda mais, isso, é dos sabores mais amargos que a vida nos coloca no prato. Porque ser é sê-lo sempre, é sê-lo todo e não é ser mais nada. Ser terá de o ser, não adianta sair na próxima curva, pois o que tem de ser tem muita força. O que somos é-nos constantemente atirado em rajadas de mil soldados, embebidas em venenos morosos que nos destroem o espírito com tamanho encanto e precisão, que caímos sobre eles de livre vontade; perdi a conta às vezes em que disse “sou isto” ou “sou aquilo”, mas não sou, não sou nada, sou apenas outro fraco acorrentado a conceitos que em tanto superam a minha essência, e que em simultâneo, em tanto falham descrevê-la. Se ser fosse uma flecha, a mesma não voaria, nem com a maior tensão da corda,

read more S E R