WOTAN-A-MORTE (english poetry)

I haven’t been publishing much lately. Besides being generally busy, my poetic production lately has seemed a bit twisted. As I struggle inside, usually, so does my poetry, and it warps more and more the worse I get. Regardless, I created this blog for exactly this purpose, to “document” how my work seems to change, evolve, sometimes for the worst. Here is a composition that shows it pretty well:

NAME OF WAR (english poetry)

This one is very special. A little while back, I talked about my Caliath volumes and how the first four were disowned. For good reason, they contain all my poems from the peak of my depression from 15 to 17 years of age, meaning they have incredibly saddening and dark poetics that I don’t like getting back to. Recently, I decided to uncover them and attempt to read some. I didn’t get very far, but I decided to translate one of the poems from that time into English. Disclaimer: This one, Name of War (Nome de Guerra in Portuguese), is not at all inspired by the racial induced of 1675 in New England, rather by a book of portuguese authorship, by José Almada Negreiros, which I was reading at the time. Despite being sad, I hope you enjoy it. JOHNNY

Não voltes.

Que não sejamos casados, Mas artistas do romance vazio Um amor tão platónico como vádio, Outrora chorado nas casas de fados.   Só quero uma varandinha ao Sol De onde possa ver a nossa Cidade, Tu desnudo debaixo do meu lençol, O Porteiro da nossa cumplicidade.   Só da sensação eu já perco o jeito Perante a grandiosa Arte do amor Num terramoto dos pés ao peito.   Que se lixe o Speare e a sua paixão, Não são nos sonetos da sua canção Que dão música à nossa suavidade.   Que se lixe Dostoy e o seu Idiota, Só preciso de ti, meu miúdo janota, És-me suficiente até na saudade. JOHNNY SALVATORE

S E R

Ser algo é a maior das responsabilidades. Ser, por si só, é uma lança que nos trespassa a espinha. Sentir que somos ainda mais, isso, é dos sabores mais amargos que a vida nos coloca no prato. Porque ser é sê-lo sempre, é sê-lo todo e não é ser mais nada. Ser terá de o ser, não adianta sair na próxima curva, pois o que tem de ser tem muita força. O que somos é-nos constantemente atirado em rajadas de mil soldados, embebidas em venenos morosos que nos destroem o espírito com tamanho encanto e precisão, que caímos sobre eles de livre vontade; perdi a conta às vezes em que disse “sou isto” ou “sou aquilo”, mas não sou, não sou nada, sou apenas outro fraco acorrentado a conceitos que em tanto superam a minha essência, e que em simultâneo, em tanto falham descrevê-la. Se ser fosse uma flecha, a mesma não voaria, nem com a maior tensão da corda,

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